Ainda sobre os New Homophiles

Para quem se interessou pelo post anterior, recomendo a leitura deste texto de Elizabeth Scalia publicado na First Things. Ela coloca em relevo o que é, em minha opinião, o problema na forma com que Austin Ruse tratou Ron Belgau e seus amigos do Spiritual Friendship, alcunhados por Ruse de New Homophiles.

Parece-me falta de caridade exigir de gays católicos que não se apresentem no debate público como o que são, isto é, gays e católicos. Entendo que, para alguns cristãos conservadores, o uso do adjetivo “gay” possa ser entendido como a afirmação de que aquela pessoa leva um modo de vida gay. Porém, que uma pessoa se diga gay não significa que ela (i) goste, (ii) seja assim porque quer, e, mais importante, (iii) leve um modo de vida gay. Os New Homophiles são a maior prova disso.

Portanto, ainda que eu reconheça a dificuldade do tema e ainda que esteja aberto a ser convencido do contrário, creio que não cabe a Austin Ruse – nem a outros leigos católicos – exigir de gays católicos que parem de se definir como gays. Pelo contrário, cabe ao sr. Ruse e aos católicos em geral aceitar este fato simples, a saber, que alguns católicos são, também, gays. Isso não implica em nenhuma mudança ou ameaça aos ensinamentos da Igreja referentes à ética sexual.

Estou certo de que, entre a abordagem de Austin Ruse e a dos New Homophiles, é a desses últimos que tem mais chances de aproximar homossexuais de Cristo. E, no fim das contas, é isso que importa, certo?

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