Papa Francisco sobre os gays

Esses dias, terminei de ler o novo livro do Papa Francisco — uma entrevista, na verdade –, intitulado O Nome de Deus É Misericórdia (2015, Ed. Planeta). Haveria muitos trechos a destacar, mas um particularmente interessante é a resposta do Pontífice à pergunta da entrevistadora sobre sua experiência como confessor de homossexuais. Vale a pena transcrever  pergunta:

“Posso perguntar-lhe qual é a sua experiência como confessor de homossexuais? Ficou famosa a sua frase durante a entrevista coletiva no voo de regresso do Rio de Janeiro: ‘Quem sou eu para julgar?'”

De fato, essa foi uma das diversas vezes em que a grande mídia distorceu, talvez inadvertidamente, as palavras do Papa. Sua resposta é interessante e esclarece parte do mal-entendido gerado pela mídia:

“Naquela ocasião, respondi: se uma pessoa é gay, procura o Senhor e tem boa vontade, quem sou e para julgá-la? Estava parafraseando de cor o Catecismo da Igreja Católica, em que se explica que essas pessoas devem ser tratadas educadamente e não as devemos marginalizar. Além disso, gosto que se diga ‘pessoas homossexuais’: primeiro está a pessoa, no seu todo e dignidade. E a pessoa não é definida apenas pela sua tendência sexual: não nos podemos esquecer que todos somos criaturas amadas por Deus, destinatárias do seu infinito amor. Prefiro que as pessoas homossexuais venham se confessar, que fiquem próximas do Senhor, que possamos rezar juntos.” (p. 96)

 

Advertisements
Standard

Deixe seu comentário.

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s