Esses dias, terminei de ler o novo livro do Papa Francisco — uma entrevista, na verdade –, intitulado O Nome de Deus É Misericórdia (2015, Ed. Planeta). Haveria muitos trechos a destacar, mas um particularmente interessante é a resposta do Pontífice à pergunta da entrevistadora sobre sua experiência como confessor de homossexuais. Vale a pena transcrever pergunta:
Desire of the Everlasting Hills
Se você ainda não assistiu, pare tudo o que está fazendo e assista Desire of the Everlasting Hills (aqui). É um belíssimo filme — ou documentário — feito pelo Courage, uma pastoral da Igreja Católica dirigida a homossexuais. O filme apresenta a história de três homossexuais que se converteram ao catolicismo e passaram a viver o celibato. É muito bonito.
Inseguranças
Ontem, assisti uma palestra sobre o namoro. O palestrista era muito bom. Ele é católico praticante, casado e pai de cinco filhos. Em pouco mais de uma hora e meia, falou sobre sua experiência de namoro, os fins do namoro, dificuldades, dicas, etc. Embora tenha gostado bastante e concordado com quase toda a palestra, algumas falas do palestrista me deixaram inseguro sobre meu próprio namoro. Isso porque, como eu já disse em outros posts, tenho uma orientação predominante, embora não exclusivamente homossexual. O palestrista falou sobre a importância do sexo após o casamento. O sexo une o casal e é muito importante para ajudar os cônjuges a superar as incontáveis dificuldades – financeiras, emocionais, profissionais – pelos quais ambos vão passar. Ao ouvir isso, não pude deixar de pensar: será que, após nos casarmos, poderei oferecer à minha namorada relações sexuais satisfatórias?
Engajar-se ou recuar?
A revista Commonweal acaba de publicar três textos dignos de serem lidos sobre a posição dos católicos em relação ao casamento homossexual. Na realidade, os três textos são reações a um primeiro texto, “The Things We Share: a Catholic’s Case for Same-Sex Marriage“, de Joseph Bottum. As reações são de Ross Douthat, colunista do New York Times, de Jamie Manson, do National Catholic Reporter, e do próprio Bottum, comentando as duas reações ao seu texto. Recomendo vivamente a leitura dos três (quatro, na verdade).
Paz,
Mateus
Obs.: a despeito de falta de posts nos últimos tempos, este blog continua firme.
Não nos renderemos
Recomendo fortemente a leitura deste ótimo artigo de Michael Cook, editor do MercatorNet, publicado hoje. Apesar de, nos EUA e em outros países desenvolvidos, a oposição à redefinição do casamento parecer por vezes uma causa perdida, Cook consegue renovar o moral dos “soldados” e argumentar que ainda vale a pena lutar contra o casamento homossexual. Não deixem de ler.
To infinity and beyond
Faz algumas semanas desde a última vez que atualizei o blog. Disse que ficaria duas ou três semanas sem escrever, mas acabei ficando mais de um mês. É verdade que parte da ausência se explica por problemas profissionais. Mas, nas semanas restantes, fiquei sem escrever por outras razões. Não é que não tivesse assunto. Pelo contrário. Tenho-os, e muitos. O problema reside, talvez, numa questão de prioridades.
Aviso
Estimados(as) leitores(as),
Devido a problemas profissionais, vou me ausentar do blog pelas próximas duas ou três semanas. Fiquem com Deus e não se esqueçam de rezar pelo Papa.
M.S.
Ainda sobre os New Homophiles
Para quem se interessou pelo post anterior, recomendo a leitura deste texto de Elizabeth Scalia publicado na First Things. Ela coloca em relevo o que é, em minha opinião, o problema na forma com que Austin Ruse tratou Ron Belgau e seus amigos do Spiritual Friendship, alcunhados por Ruse de New Homophiles.
A Polêmica entre Austin Ruse e os New Homophiles
Há, nos Estados Unidos, um número crescente de gays católicos se engajando no debate público. Suponho que isso não seja motivo de espanto. Havendo mais de 70 milhões de americanos católicos, é natural que um percentual desse total tenha uma orientação homossexual. Dada, também, a saliência que o debate sobre a homossexualidade e os “direitos gays” vem ganhando nos últimos tempos, é natural que esse grupo seja levado a se manifestar. E sendo um sub-grupo marginalizado tanto por gays, quanto por católicos, é compreensível que ele procure, por assim dizer, marcar posição. De minha parte, acho isso bastante saudável. Ocorre que essa posição vem ganhando relevo e gerando debates interessantes. Um debate, em particular, chamou-me a atenção. Vou resumi-lo aqui, dando, sempre que cabível, minha própria opinião sobre a questão.
